Nossa cultura estabeleceu um determinado
tipo de padrão estético com relação ao tamanho e à forma das mamas e
dá tanta importância a isso que as mulheres que não estiverem dentro
desse padrão poderão apresentar comprometimentos da auto-estima e crises
de identidade. Sejam as mamas muito pequenas ou muito grandes, caídas
ou malformadas, a cirurgia estética pode ajudar bastante a corrigir
a deformidade, devolvendo às mamas um formato bonito e natural.
ANATOMIA DAS MAMAS...para
melhor entendimento
A mama é formada de tecido gorduroso, glândulas mamárias ( tecido mamário
) e tecido conectivo fibroso. Seu volume e forma dependem de vários
fatores: quantidade de cada um dos diferentes tipos de tecido: herança
genética; idade; elasticidade da pele; número de gestações.
TIPOS DE ANOMALIAS DAS MAMAS
Agenesia: é a ausência completa de tecido
mamário. A correção é feita com o uso de retalhos ou implante de silicone.
Hipoplasia: as mamas são pequenas, com
insuficiente tecido mamário, podendo ocorrer junto com ptose ( queda
das mamas ). A correção pode ser feita com retalhos ou implantes.
Atrofia: enrugamento da pele da mama após
perda de peso ou gestações múltiplas; pode estar associada com ptose.
Pode ser corrigida com a mastopexia ( levantamento das mamas ), associando-se
ou não o uso de implantes.
Ptose: queda acentuada das mamas, com o
mamilo abaixo do sulco inframamário. A correção é feita com a mastopexia.
Assimetria: é a diferença na forma e no
volume das mamas, dando-lhes um aspecto desagradável. Podemos diminuir
a mama maior ou aumentar a menor, com uso de implantes, deixando as
mamas com forma e volume iguais.
Hipertrofia: as mamas são grandes e pesadas
e geralmente apresentam ptose ( queda das mamas ). A redução cirúrgica
das mama é a indicação para esse caso, podendo-se associar a lipoaspiração.
AVALIAÇÃO...para
se ter uma idéia mais clara
O exame atento do formato das mamas permite avaliar os diferentes fatores
que irão determinar a escolha da técnica ou procedimento cirúrgico mais
adequado. Entre eles pode-se citar a quantidade de tecido glandular
e tecido adiposo; número de gestações; presença de assimetria; peso,
altura e estrutura corporal do paciente; volume da musculatura peitoral;
preferência da paciente; herança genética;proporção entre mamas e demais
estruturas do corpo; grupo étnico e quantidade de pele, entre outros.
PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS...para
aumentar, para diminuir, para levantar
AUMENTO DAS MAMAS ( inclusão de prótese de silicone
)
O aumento das mamas consiste normalmente na inserção de um implante
de silicone acima da musculatura peitoral ou por trás da mesma, tendo
em vista o aumento ou melhora do formato da mama.
Há vários tipos de implantes mamários e todos são feitos com uma bolsa
de silicone, preenchida com silicone em forma de gel.
As paredes da bolsa são de silicone mas não na forma de gel. O silicone
é um material biocompatível com os tecidos humanos. Ele é usado na fabricação
de implantes para articulações, marca-passos, válvulas cardíacas, lubrificantes
e alguns medicamentos. A bolsa pode ser redonda ou oval, assemelhando-se
à forma natural da mama. O silicone é atualmente o material mais seguro
utilizado na confecção de próteses e há provas de que o mesmo não apresenta
potencial cancerígeno.
Antes |
Depois |
Há também próteses infláveis que são preenchidas com solução salina.
Em caso de rompimento, fato extremamente raro, a solução é absorvida
pelo organismo uma vez que ela apresenta composição bastante semelhante
aos líquidos do corpo.
Alguns tipos de implante como o de óleo de soja ainda não foram aprovados
pelo FDA, órgão que controla os produtos destinados ao uso médico nos
Estados Unidos.
Incisões cirúrgicas e posição das próteses
Há três tipos convencionais de incisões por onde podem ser inseridas
as próteses. Na incisão periareolar a cicatriz resultante pode ser visível
em algumas pacientes. Há ainda maior risco de diminuição de sensibilidade
do complexo aréolo-mamilar e maior possibilidade de complicações, principalmente
maior sangramento, e ocorrências de infecções por secção de dutos mamários.
Quando a aréola é pequena, esta via é contraindicada.
Na incisão axilar a colocação da prótese é mais difícil, exigindo o
uso de endoscopia para melhor visualização das estruturas. Ocorre aumento
do risco de hemorragias e de posicionamento assimétrico das próteses,
além da possibilidade de infecções, por ser a axila uma região potencialmente
contaminada. Tem sido relatados casos de diminuição de sensibilidade
da face interna dos braços com essa técnica.
Na incisão inframamária em que a incisão fica disfarçada no sulco existente
abaixo das mamas os riscos de hemorragia e diminuição de sensibilidade
da aréola e mamilo são mínimos, bem como a possibilidade de infecções.
É a via de acesso aceita por 90% dos cirurgiões plásticos em virtude
de suas vantagens.
Feita a incisão, com o auxílio de instrumentos adequados é preparado
um espaço ou loja para receber o implante, que é colocado sob a glândula
mamária, sem interferir na mesma , ou colocado sob a musculatura peitoral.
A cirurgia dura em média 1 hora, podendo ser feita com anestesia local
e sedação ou anestesia geral. O período de recuperação é de 5 dias.
A colocação sob a glândula mamária é a mais aceita, permitindo um formato
mais natural das mamas, sendo necessária a presença de razoável quantidade
de tecido mamário. A colocação submuscular é reservada para os casos
em que o tecido mamário é mínimo, havendo necessidade de maior proteção
da prótese. Colocada sob o músculo, a prótese tende a se deslocar, geralmente
para cima, devido à contração repetida da musculatura peitoral, conferindo
um aspecto artificial às mamas.
A colocação da prótese em nada interfere na lactação em caso de gravidez.
LEVANTAMENTO OU REPOSICIONAMENTO DAS MAMAS ( mastopexia
)
Este procedimento cirúrgico consite em reduzir ou corrigir a ptose (queda
das mamas), causada pela flacidez da pele. Esta cirurgia pode ser realizada
em conjunto com o aumento das mamas, nos casos em que a queda se deve
à grande perda de tecido mamário. A mastopexia devolve às mamas a forma
e a firmeza apresentadas anteriormente.

Antes |
Depois |
A técnica a ser utilizada depende da quantidade de tecido gorduroso,
glandular e da pele presentes, além do tamanho das aréolas e da simetria
das mamas. Dependendo da técnica escolhida, a cicatriz resultante pode
ter a forma de um T invertido, um círculo ao redor da aréola ou uma
cicatriz vertical abaixo da aréola. A cicatriz diminui gradativamente
e ao cabo de 1 ano torna-se quase imperceptível. A cirurgia pode ser
feita com anestesia local e sedação ou anestesia geral, durando cerca
de 2 horas. A recuperação ocorre em cerca de 10 dias.
REDUÇÃO DAS MAMAS
O aumento das mamas é denominado de hipertrofia mamária, condição em
que as mamas são muito grandes, pesadas e desproporcionais ao corpo
das pacientes. A redução das mamas é útil no sentido de aliviar o desconforto
físico e psicológico de suas portadoras.
Em casos mais acentuados de hipertrofia podem ocorrer alterações de
sensibilidade dos membros superiores causadas pela pressão das alças
do sutiã sobre a inervação braquial.
A cirurgia reposiciona o mamilo e aréola e permite devolver à mama a
forma, tamanho e firmeza normais. A quantidade de tecido mamário e pele
em excesso é que vai determinar o tipo de incisão. Normalmente após
1 ano a cicatriz dificilmente é visível. A redução mamária é feita com
anestesia geral e pode durar 3 horas. O tempo de recuperação é de 10
a 15 dias.
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